Por que os italianos do Norte são mais altos e claros que os do Sul?

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Trata-se de um resultado direto da formação e miscigenação étnica ao longo dos tempos.

A população italiana é uma das mais miscigenadas da Europa, continente onde há seres humanos há pelo menos 40 mil anos. Por ser uma região mais amena, foi o local onde se refugiou a população do norte e do centro da Europa que, entre 26.500 e 19 mil anos atrás fugia da última era glacial que praticamente cobriu tudo com o gelo.

Há 3.200 anos começaram a chegar na atual Itália os povos proto-indo-europeus, falantes de um idioma itálico, expulsando habitantes nativos que fugiram para os apeninos e Sardenha. Essas tribos invasoras se estabeleceram principalmente no norte e centro-oeste italianos, ao longo do Rio Pó e na Toscana e que, por volta de 750 a.C., foram dominados culturalmente pelos etruscos (de origem desconhecida, mas provavelmente da atual Turquia). Outros povos indo-europeus se estabeleceram nos séculos seguintes no Piemonte e Vêneto.

De 1.200 a 539 a.C., foi a vez dos fenícios estabelecerem colônias no oeste da Sicília, sul e oeste da Sardenha. Mas foram os gregos que tiveram a maior influência na formação étnica do Sul da Itália, a partir das colônias que criaram no século VIII a.C., principalmente no Sul da Puglia e na Sicília, região que ficou conhecida como Magna Grécia.

Ostrogodos, lombardos e os godos (originários da Suécia) fizeram invasões sucessivas principalmente no norte italiano, enquanto ao sul a contribuição étnica que tinha forte marca dos gregos foi reforçada pela chegada dos bizantinos.

A composição étnica que resultou no italiano dos dias atuais, portanto, teve forte influência da diversidade de povos que se estabeleceram na região ao longo dos séculos.

Veja a contribuição étnica das três principais regiões italianas:

Norte: povos originários da Europa mediterrânea (52%); das ilhas britânicas, Europa ocidental e Escandinávia (20%); Chipre, Malta e judeus europeus (9,1%); Europa do leste, central e Bálcãs (5,5%); Anatólia, curdos, persas e das atuais Armênia, Geórgia e Azerbaidjão (4,2%); da cordilheira do Cáucaso, atualmente Rússia, entre outros países (3,6%), península arábica e nordeste da África (2,7%) e de outras regiões (2,9%).

Centro: houve uma pequena diminuição na contribuição dos povos da Europa mediterrânea e noroeste da Europa, e um aumento na contribuição dos povos do leste mediterrâneo e Mesopotâmia.

Na parte Sul é ainda menor a contribuição da Europa Mediterrânea (38,7%) e bem maior a contribuição dos povos mesopotâmicos (15,7%), árabes (10,4%) e dos povos da cordilheira do Cáucaso (8,4%).

As diferenças na formação étnica levaram a diferenças também na estatura média e na cor. Assim, a estatura média no norte da Itália é maior que no Sul. A estatura média do país situa-se entre 1,70 a 1,80 metro para os homens e 1,60 a 1,70 para as mulheres.

Pesquisa realizada há algumas décadas mostrou que a população com cabelos escuros aumenta de Norte para o Sul. Enquanto no Vêneto, ao norte, 12,56% da população tem cabelos loiros, na ilha da Sardenha, no Sul, essa parcela é de apenas 1,72%. Se for comparada a população com cabelos pretos, é de 24,93% no Norte e chega a 54,64% na Sardenha.

Ou seja, os italianos do norte são mais claros que os italianos do sul.

A Itália só foi unificada no final do século XIX. A mistura étnica foi tão grande no país que, em 1861, apenas 2% dos italianos sabiam falar o idioma italiano, enquanto em 1970 o percentual já chegava a 70%. Os italianos sempre foram mais regionais do que nacionais. Quer dizer: eram mais vênetos, calabreses, sicilianos ou lombardos do que italianos.

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