Bóson de Higgs. Como é que Deus entrou na história...

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Partícula elementar surgida logo após o Big Gang, também é conhecida fora dos meios científicos como a Partícula de Deus.

A partícula foi provisoriamente confirmada em 14 de março de 2013, embora já tivesse sido prevista originalmente pelo físico inglês Peter Higgs (daí o nome). Embora ele tivesse previsto a existência, na época não existiam condições tecnológicas para a comprovação da teoria.

Isto só foi possível a partir do funcionamento do Grande Colisor de Hádrons (LHC), que opera desde 10 de setembro de 2008 sob o comando da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, sucessora do CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire), fundado em 1954. O Grande Colisor é atualmente o maior laboratório de física de partículas do mundo, localizado em Meyrin, próximo a Genebra-Suíça, na região da fronteira com a França, 175 metros abaixo do nível do solo.

O Bóson de Higgs, confirmado pelo Grande Colisor, é uma partícula elementar bosônica, que teria surgido logo após o Big Bang. Ele explica a origem da massa das outras partículas elementares e, por isso, é chamado popularmente de a Partícula de Deus.

Segundo os cientistas, todas as partículas conhecidas e as que ainda estão previstas são divididas entre férmions (com spin correspondente à metade de um número ímpar) e bósons (que são as partículas com o spin inteiro).

O Grande Colisor, que praticamente permitiu a comprovação da existência da partícula, é a maior máquina do mundo, com uma circunferência de 26.659 metros, contendo 9.300 ímãs. Esses ímãs são refrigerados e chegam a temperaturas de -193,2 graus Celsius a -271,3 graus Celsius, quase o zero absoluto. Poderia ser considerado, também, o maior frigorífico do mundo. E também o mais frio.

Quem se impressiona com a velocidade da Fórmula 1, veja qual é a velocidade do Grande Colisor de Hádrons: em sua velocidade máxima, o trilião de protões lançados a 99,93 % da velocidade da luz, dão 11.245 voltas no acelerador por segundo. Ali os feixes de protões registram 600 milhões de colisões por segundo.

Os feixes percorrem uma cavidade tão vazia quanto o espaço interplanetário e a pressão interna é seis vezes inferior à pressão existente na Lua. Portanto, esse seria o espaço mais vazio de todo o Sistema Solar.

Mas, se é um dos lugares mais frios e mais vazios do Universo, o Grande Colisor também é um dos pontos mais quentes da Galáxia. Quando dois feixes de protões colidem, eles geram em um espaço minúsculo nada menos do que temperaturas superiores a 100 mil vezes as temperaturas do centro do Sol.

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