Entenda o que é Pré-Sal, a camada que coloca o Brasil entre os maiores produtores mundiais de petróleo

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Em uma faixa de 800 quilômetros entre o Espírito Santo e Santa Catarina, há uma reserva estimada entre 80 a 100 bilhões de barris de petróleo e gás.

Embora se acredite que a extensão da camada de pré-sal pode ser muito maior que os 800 quilômetros de extensão previstos no momento, já é algo muito expressivo. Essa faixa se estende com uma largura de 200 quilômetros no litoral brasileiro, sob a crosta terrestre, abaixo do Oceano Atlântico.

Além de uma lâmina de água do oceano de mil a dois mil metros, ainda há mais quatro mil a seis mil metros do subsolo oceânico. Trata-se de sal petrificado desde o processo de abertura do Atlântico, quando houve a quebra da Gondwana, o supercontinente do qual se separaram a América e a África, há 120 milhões de anos. Há 200 milhões de anos, a Gondwana já havia surgido da quebra da Pangeia em Gondwana e Laurásia.

Quando houve a separação da América da África, formaram-se grandes depressões entre os dois continentes, que começaram a receber volumes enormes de matéria orgânica conduzida pelos rios que corriam para essas regiões mais baixas.

Na medida em que os continentes se distanciaram e passou a se formar o Oceano Atlântico, também se iniciou a formação da camada de sal que, atualmente, chega a ter uma espessura de até dois mil metros. Esse camada de sal depositou-se sobre a matéria orgânica acumulada e, através de processos termoquímicos ocorridos por milhões de anos, resultou na formação de hidrocarbonetos, de onde se extrai o petróleo e o gás natural.

Houve descobertas nos campos de Bem-te-vi, Carioca, Guará, Parati, Tupi, Iara, Caramba e Azulão ou Ogun que, entre outros, ficaram associadas ao chamado Cluster Pré-Sal, de onde se extrai um petróleo mais leve que aquele encontrado em campos convencionais do Brasil. Também um petróleo de maior demanda no mercado. Segundo a Petrobras, a exploração do Pré-Sal já garantiu em 2014 uma produção média diária de 492 mil barris, contra os 42 mil obtidos em 2010. Em 2018, a produção de petróleo na Camada de Pré-Sal deverá representar 52% de toda a produção nacional, quase três vezes maior que os atuais 20%. Em dezembro de 2014, a produção diária de petróleo na Camada de Pré-Sal já havia chegado aos 700 mil barris, oito anos após a primeira descoberta na região, ocorrida em 2006.

Há ocorrências similares sob os depósitos de sal do oceano em campos das Bacias do Ceará, Sergipe, Camamu, Jequitinhonha, Cumuruxatiba e Espírito Santo. E também nas ilhas Malvinas, litoral atlântico da África, no Japão, Mar Cáspio e até mesmo no Golfo do México, nos Estados Unidos.

No Brasil, a área de ocorrência conhecida de petróleo no Pré-Sal alcança 149 mil quilômetros quadrados. As reservas brasileiras do Pré-Sal são as mais profundas já exploradas no mundo. Há uma estimativa de que, neste momento, elevam nossas reservas para algo como 100 bilhões de barris, contra os 14 bilhões de barris que estavam medidos em 2010. Isto coloca o Brasil como o sexto maior detentor de reservas de petróleo no mundo, atrás apenas da Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes.

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